Projetos

Festival Ver-o-Peso da Cozinha Paraense

O VER-O-PESO DA COZINHA PARAENSE é um evento gastronômico realizado desde o ano 2000, em Belém (PA), idealizado pelo chef paraense Paulo Martins (in memorian), que em abril de 2014 estará em sua 12ª edição. Com o falecimento de seu idealizador, Tania Martins, sua esposa e suas filhas, Daniela e Joanna Martins (eu), estão dando continuidade à organização do evento, agora sob responsabilidade do Instituto Paulo Martins.

Criado com o intuito de promover o contato de chefs do Brasil e do exterior com a rica gastronomia Paraense, seus ingredientes e sua cultura e desafiando-os a criar receitas a partir desses ingredientes locais, o Festival vem ampliando seu leque de atuação com objetivo de proporcionar um maior conhecimento da gastronomia regional brasileira e uma interação mais intensa com o mercado e o público em geral.

Veja mais informações sobre este projeto acessando o hot site do Festival: www.veropesodacozinhaparaense.com.br



I Conferência Livre da Gastronomia da Amazônia

Realizada pelo Instituto Paulo Martins, em 09/09/2013, das 17h00 as 21h00, na Estação das Docas, Belém/PA, com a participação de 30 pessoas da sociedade civil e do poder público.

A conferência foi aberta por Tania Martins, Presidente do Instituto Paulo Martins (IPM), que discorreu sobre o objetivo da conferência e chamos para presidir a mesa Joanna Martins, diretora-executiva do IPM. A mesa foi composta ainda por Tainá Khalarje, pesquisadora voluntária do IPM e por Delson Crus, Chefe da Representação Norte do Minc. Após uma pequena fala dos componentes da mesa, foram postas em discução 20 propostas que resultaram nas 30 propostas listadas a seguir:

  • 1 - Inclusão da Gastronomia tradicional brasileira como segmento cultural reconhecido pelas politicas publicas para o desenvolvimento em todas as esferas governamentais;
  • 2 - Fomento a projetos de gastronomia nos seus aspectos de identidade, da memória, das artes, da produção simbólica, patrimônio imaterial, cultura de paz e cidadania;
  • 3 - Valorização da gastronomia através de prêmios de incentivo a pesquisa e produções artísticas e culturais sobre a cultura alimentar, seja através de instituições formais de educação e da educação informal;
  • 4 - Criação de gerências, pastas e representações específicas com verbas próprias, dentro das três instâncias governamentais, relacionados à Cultura, Turismo e Comunicação;
  • 5 - Fomento a projetos de audiovisual e mídias alternativas e digitais para a documentação e difusão da cultura alimentar;
  • 6 - Fomento a projetos de documentação e difusão da cultura alimentar a serem realizados ou protagonizados por idosos;
  • 7 - Editais e prêmios específicos para projetos de resgate de tradições, memória e identidade voltados a cultura alimentar para infância e juventude de periferias, de comunidades tradicionais, ribeirinhos, indígenas e afrodescendentes;
  • 8 - Inclusão de representação da Gastronomia nos Fóruns Culturais e Conselhos de Políticas Culturais, em todas as esferas governamentais.
  • 9 - Capacitação e qualificação destinados aos povos indígenas, tradicionais, afrodescendentes, ribeirinhos e de periferias urbanas e áreas de fronteiras para que estes realizem projetos em suas comunidades de origem;
  • 10 - Criação de Incubadoras e Cooperativas Culturais Populares para projetos de gastronomia e inserção nas já existentes;
  • 11 - Criação do Centro Cultural da Cultura Alimentar Amazônica, e que o componha o Museu da História da Alimentação da Amazônia, Centro de Pesquisa em Cultura Alimentar Amazônica, e a uma grande praça de alimentação que represente a diversidade da cozinha amazônica.
  • 12 - Criação do Fundo Setorial de Gastronomia, em todas as esferas governamentais, com base no custo amazônico e no custo periférico.
  • 13 - Inventariar os aspectos culturais e identitários da gastronomia de matrizes indígenas e africanas, e os gerados a partir dos processos de colonização, migração e ocupação para estabelecimentos de um banco de dados da cultura alimentar brasileira;
  • 14 - Reconhecimento de mestres da cozinha popular como mestres da cultura e saberes populares com concessão de bolsas vitalícias aos mesmos;
  • 15 - Sempre que houver assunto de áreas do conhecimento relacionadas a História, Antroplogia, Cultura, Educação Artística, Ciências Sociais e demais áreas afins, que haja a inserção de conteúdo sobre cultura alimentar em todo o material publicado pelos órgãos oficiais de ensino federais, estaduais e municipais;
  • 16 - Revitalizações de espaços culturais já existentes e inserção de espaços de gastronomia regional
  • 17 - Inclusão obrigatória de pelo menos 20% de estabelecimentos para venda de comida típica em áreas comerciais como praças de alimentação de empreendimentos particulares e praças de alimentação de espaços públicos;
  • 18 - Fomento a cadeia produtiva da gastronomia através de cursos de produção cultural e realização de projetos, incentivo a novos artistas e pesquisadores através de bolsas de estudo e intercâmbio regionais, nacionais e internacionais;
  • 19 - Fomento, qualificação e reconhecimento de profissionais através de parcerias e convênios com instituições culturais em todas as esferas do poder público;
  • 20 - Realização de festivais, mostras, eventos e afins desde que estes sejam de autoria e geridos por organizações da sociedade civil, com previsão em edital de percentual destinado a atividades sociais.
  • 21 - Incentivo à criação de marcos regulatórios regionais para preservação e proteção da gastronomia tradicional brasileira incluindo ingredientes, produtos, utensílios e vocábulos.
  • 22 - Criação de uma Lei de incentivo a Gastronomia Brasileira
  • 23 - Criação de Escolas de Gastronomias Regionais
  • 24 - Criação de Legislação de direito autoral específico para a gastronomia.
  • 25 - Inserção da gastronomia, enquanto conteúdo curricular no ensino fundamental e médio.
  • 26 - Revitalização de Mercados e Feiras Livres como Espaços Culturais e de Gastronomia Tradicional
  • 27 - Fomento a ocupação e revitalização de patrimônios históricos edificados, por empreendimentos gastronômicos
  • 28 - Reconhecimento da "Academia do Peixe Frito" como patrimônio imaterial de Belém;
  • 29 - Reconhecimento oficial de Ofir Oliveira como Mestre da Gastronomia Paraense
  • 30 - Reconhecimento oficial de Paulo Martins como Embaixador da Gastronomia Amazônica
O relatório da conferência foi encaminhado a III Conferência Nacional de Cultura, realizada pelo Ministério da Cultura em Novembro/2013.



Inventário da Cadeia Produtiva da Mandioca

Desafios para o comércio, serviços, geração de riquezas e criação de referência

Hoje a gastronomia é dos mais bem sucedidos produtos de exportação do Pará. Vitrine nacional e internacional de negócios e potencial gerador de riquezas e desenvolvimento este setor econômico apresenta sérias demandas para melhorias em toda a sua cadeia produtiva, desde a seleção de sementes até a exportação. Por isso, o Instituto Paulo Martins propõe a realização do projeto Inventário da Cadeia Produtiva da Mandioca - Desafios para o comércio, serviços, geração de riquezas e criação de referência, com o objetivo de mapear a cadeia produtiva, identificar potencialidades e criar referência para este que é o mais emblemático dos alimentos brasileiros: a mandioca.
R. João Balbi, 254 - Sala D - Nazaré, Belém/PA - 66055-260 - (91) 3242.4222 ...... Todos os direitos reservados ao Instituto Paulo Martins